Saturday, May 17, 2008

Texto de opinião


Crítica ao filme “Expiação”

“Expiação”, de título original “Atonement”, é um filme baseado na obra de Ian McEwan, considerado um dos melhores escritores contemporâneos.
Felizmente, o filme faz jus ao livro, sendo muito mais do que uma história de amor entre uma enfermeira (Cecília) e um jardineiro aspirante a médico (Robbie): é um drama que evidencia as consequências dos nossos actos, demonstra-nos que as aparências iludem e que não nos devemos precipitar nos nossos julgamentos. É impressionante a forma como esta mensagem nos é transmitida, sendo um filme realista, profundo e triste.
A história é simples: o casal protagonista é separado devido a uma falsa e grave acusação da irmã mais nova de Cecília, Briony. Robbie é então forçado a ir para a guerra, sempre com a esperança de voltar para casa e poder finalmente viver com o seu grande amor.
O fim é fantasticamente inesperado. Penso mesmo que nunca tinha visto um filme com um final tão bem estruturado e comovente!
Será que este amor vai ter uma oportunidade para viver?
De certo que sim… nem que seja através de um livro!






Comentário à curta-metragem visionada na aula


Penso que neste pequeno filme é caracterizada de uma forma muito irónica uma característica humana nada positiva, mas que infelizmente está presente em todos nós. Essa característica é o egoísmo.
Todos os conflitos e guerras que ocorrem na actualidade devem-se ao egoísmo dos homens. Cada um só pensa nos seus interesses e objectivos, não se importando com aqueles que o rodeiam e que podem sair prejudicados com os seus actos. Cada um só se apercebe do negativismo do mundo, quando este recai sobre eles. Como se costuma dizer: só sente a dor quando esta nos atinge!
Na minha opinião, o ser humano ainda não se apercebeu e que vive em comunidade, sendo que deve respeitar sempre os outros. A sua liberdade acaba onde começa a dos outros. Mas o homem não pensa, de uma forma geral, nos outros. Pensa sim em si. Apesar de viver em sociedade, o homem não respeita aqueles que o rodeiam, não lhes dando liberdade para que cada um deles se possa concretizar. Se o homem aprender a deixar os outros cumprir o seu projecto de vida, também eles vão permitir ao homem a sua concretização.
Desta maneira, o egoísmo, que parece ser a única maneira de o homem atingir os seus objectivos, não o é!
Comentário ao jornal da escola “Preto no Branco”

Na minha opinião, o prémio ganho pelo jornal “Preto no Branco” é bem merecido. Por um lado, porque consegue focar assuntos de interesse a toda a comunidade escolar e, por outro, porque é um instrumento fundamental na divulgação da nossa cultura, de actividades escolares e de novos talentos nas mais variadas áreas.
É importante referir o facto de este jornal ser construído pelos professores e alunos, sendo também um meio de ligação entre estes, promovendo o desenvolvimento de valores nos estudantes e permitindo o melhoramento de determinadas capacidades.
Assim, o jornal escolar é uma mais valia nesta escola e gostaria que a sua existência se prolongasse por muitos e muitos anos!
Resumo de uma notícia

Especialistas na área dos transportes de Lisboa desenvolveram um projecto denominado “CAReFUL”.
Este tem como objectivo monitorizar o parque automóvel de todo o país. Isto, porque os investigadores acreditam que dessa maneira conseguem diminuir os níveis de emissões de gases poluentes para a atmosfera. Para que conhecessem melhor a poluição em causa, os cientistas elaboraram um inquérito destinado a qualquer pessoa e que esta disponível na Internet.
Resumo de uma Crónica (do jornalista Mário Crespo)

As telenovelas enchem os nossos ecrãs com futilidades e enredos banais a que todos estamos habituados. Mas uma telenovela precisa de actores e actrizes jovens dispostos a trabalharem noite e dia, durante toda a semana e, principalmente, preterindo-o a estudar. “Esta gente devia estar num mundo real de uma escola ou universidade em vez de perder tempo no mundo faz de conta.”. O pior de tudo isto é o facto de ser uma fase precária, pois as novelas precisam de remodelar os seus protagonistas. Assim, recebem a recibos verdes quantias miseráveis, acreditando que vão mesmo conseguir um melhor futuro nesta área (sendo alguns deles péssimos actores). Quando o sonho acaba para eles, têm de começar a vida desde o princípio, porque não apostaram na formação escolar quando deviam.
Os autores estudados este ano foram:

Almeida Garrett, escritor de “Frei Luís de Sousa”



Biografia de Almeida Garrett

João Baptista da Silva Leitão nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799.
Quando era ainda um adolescente, foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, devido ao facto de Portugal estar a ser invadido pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte.
Em 1816 foi para Coimbra, onde se matriculou no curso de Direito e em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que lhe custou um processo, por ser considerado materialista, ateu e imoral.
Neste mesmo ano, ele e a sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.
Casou com Luísa Midosi, de apenas 14 anos.
Almeida Garrett participou na Revolução liberal de 1820, tendo ido depois para o exílio em Inglaterra. Esta foi uma oportunidade de entrar em contacto com Shakespeare, Walter Scott e outros autores; visitar castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas. Vivências que se reflectiriam na sua obra posterior.
Em 1824, seguiu para França, onde escreveu Camões (1825) e Dona Branca (1826), poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal. Em 1826 foi amnistiado e regressou à pátria com os últimos emigrados dedicando-se ao jornalismo, fundando e dirigindo o jornal diário O Português (1826-1827) e o semanário O Cronista (1827).
Em Portugal exerceu também cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Foram de sua iniciativa a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Padre António Vieira, escritor de “Sermão de Santo António aos peixes”

Biografia de P. António Vieira

P. António Vieira nasceu em Lisboa em 1608.
Filho de Cristóvão Vieira Ravasco e Maria de Azevedo, mais tarde considerados fidalgos. Os seus avós paternos eram servos de condes e, sendo a sua avó mestiça, acredita-se que estes factos fizeram com que P. António Vieira desenvolvesse compaixão para com as pessoas negras e ameríndias.
Aos 6 anos foi para o Brasil com os pais e decidiu ingressar na Companhia de Jesus, por volta de 1623.
Tornou-se num importante missionário a lidar com negros e ameríndios, protegendo-os com humana simpatia.
Foi ordenado padre em Dezembro de 1634, tendo-se tornado conhecido como excepcional pregador.
Morreu a 18 de Julho de 1697.

Eça de Queirós, escritor de “Os Maias”

Biografia de Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós nasceu numa casa da praça do Almada na Póvoa de Varzim. Filho de José Maria Teixeira de Queirós e de Carolina Augusta Pereira d'Eça.
Eça de Queirós foi batizado como "filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queirós e de Mãe incógnita".
Este estranho acontecimento dever-se-á ao facto de a mãe do escritor, Carolina Augusta Pereira de Eça, não ter obtido consentimento da parte da sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça, para poder casar.
Seis dias após a morte da avó, casaram os pais de Eça de Queiroz, já o menino tinha quase quatro anos. Assim, foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até ir viver para a casa de Verdemilho em Aradas, Aveiro, a casa da sua avó paterna que em 1855 morreu.
Nesta altura foi para o Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos. Depois, decidiu ir para a Universidade de Coimbra, onde estudou direito.
Além do escritor, o casal teria mais seis filhos.
Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras.
Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava a ser construído e o inspirou nos seus trabalhos.
Um dos seus trabalhos mais notáveis é o Mistério da estrada de Sintra, de 1870, e A relíquia, publicado em 1887.
Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.
Mais tarde, em Leiria, escreveu a sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875.
As suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente.
O seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem.
Morreu em 1900 em Paris.
As suas obras foram traduzidas em, aproximadamente, 20 línguas.